Durabilidade das madeiras de Mimosa caesalpiniifolia e Mimosa tenuiflora em ensaios de campo

Autores

DOI:

https://doi.org/10.53661/1806-9088202650264102

Palavras-chave:

Deterioração da madeira, Intemperismo natural, Campo de apodrecimento

Resumo

A utilização de madeiras nativas como postes, cercas e construções é uma iniciativa economicamente sustentável, devido à redução do uso de produtos químicos utilizados na preservação. Entretanto, cada espécie deve ser avaliada quanto à sua durabilidade natural para verificar se é adequada a tais fins. O presente trabalho teve como objetivo avaliar a durabilidade natural de toras de Mimosa caesalpiniifolia e Mimosa tenuiflora quando expostas ao serviço por três anos em campo e comparar seus níveis de deterioração com a madeira de Eucalyptus tratada e não tratada com Arseniato de Cobre Cromado (CCA). Toras de madeira com 1 m de comprimento e diâmetro médio de 10 a 15 cm foram parcialmente enterradas no solo até a metade de seu comprimento, em um experimento conduzido em campo, com sete repetições para cada tipo de madeira. Adicionalmente, espécimes de teste de M. caesalpiniifolia e M. tenuiflora foram enterrados seguindo o mesmo padrão experimental. As amostras permaneceram em campo por três anos e foram avaliadas periodicamente para determinar a deterioração. Ambos os experimentos foram conduzidos segundo um delineamento em blocos casualizados (DBC). Foram determinados a perda de massa após a exposição, o índice de deterioração e a suscetibilidade à decomposição. Os dados experimentais foram submetidos à análise de variância e, quando se constataram diferenças significativas, as médias foram comparadas pelo teste de Tukey. O índice de suscetibilidade indicou que as madeiras de M. caesalpiniifolia e M. tenuiflora apresentaram desempenho inferior ao das amostras de referência de Eucalyptus tratadas com CCA. Contudo, o desempenho geral foi semelhante. Esses resultados destacam que ambas as espécies estudadas apresentaram madeiras duráveis, adequadas ao uso em ambientes externos e em contato direto com o solo.

Palavras-chave: Deterioração da madeira, Intemperismo natural, Campo de apodrecimento

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Publicado

2026-08-17

Como Citar

Braga, R. S. S., Canto, J. L. do, Garlet, A., Pimenta, A. S., Medeiros Neto, P. N. de, Rusch, F., & Melo, R. R. (2026). Durabilidade das madeiras de Mimosa caesalpiniifolia e Mimosa tenuiflora em ensaios de campo. Revista Árvore, 50(1). https://doi.org/10.53661/1806-9088202650264102

Edição

Seção

Tecnologia da Madeira e Produtos Florestais

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