Diversidade genética, sistema de reprodução e fenologia reprodutiva de Mimosa scabrella Benth: Implicações para a coleta de sementes
DOI:
https://doi.org/10.53661/1806-9088202650264045Palavras-chave:
Bracatinga, Taxa de cruzamento, Fluxo gênicoResumo
A restauração ecológica requer fontes de sementes de espécies nativas com diversidade genética suficiente para manter o potencial evolutivo das populações subsequentes. Estudos que elucidem a variabilidade genética, o sistema de reprodução e a fenologia reprodutiva são cruciais para o delineamento de estratégias de coleta de sementes. Foram avaliados esses aspectos em duas populações de Mimosa scabrella. (Bom Retiro – BR e Urupema – URU, Santa Catarina) para subsidiar tais estratégias. A variação genética foi analisada utilizando nove sistemas isoenzimáticos em 50 árvores reprodutivas por população. Os mesmos marcadores foram empregados em progênies de polinização aberta, de ambas as populações, para avaliar o sistema de reprodução. Observações fenológicas foram conduzidas durante um ano em 30 indivíduos por população. A variação genética revelou alta diversidade (HE= 0,190 em BR; 0,245 em URU), mas índices de fixação significativos (f= 0,237 em BR; 0,156 em URU). A espécie apresentou um sistema misto de reprodução, predominantemente alógamo (tm= 0,852 em BR; 0,801 em URU), com autofecundação, endogamia biparental e cruzamentos correlacionados, resultando em elevada coancestria e baixo tamanho efetivo de variância dentro das famílias. Para manter um tamanho efetivo de 100 indivíduos não endogâmicos e não parentes, recomenda-se a coleta de sementes em pelo menos 37 matrizes em BR e 39 em URU, espaçadas em distâncias maiores do que 50 m. Os padrões fenológicos mostraram floração sincronizada no inverno e deiscência dos frutos entre fevereiro e março, atrasada em URU em um mês, e influenciada por variáveis climáticas. Esses resultados confirmam ambas as populações como fontes valiosas de sementes para restauração, com recomendações específicas para maximizar a representatividade genética e o potencial adaptativo.
Palavras-chave: Bracatinga, Taxa de cruzamento, Fluxo gênico
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