AUTOECOLOGIA, DIVERSIDADE E ESTRUTURA GENÉTICA INTERNA DE Ocotea porosa (NEES & MART.) BARROSO: SUBSÍDIOS PARA A COLETA DE SEMENTES

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Igor de Carvalho Aguiar Rodrigues
Giulia Fabrin Scussel
Alison Bernardi
Peggy Thalmayr
Juliana Machado Ferreira
Ana Kelly de Sousa Silva de Carvalho
Adelar Mantovani
Maurício Sedrez dos Reis
Tiago Montagna

Resumo

A restauração ecológica é uma forma de mitigar os efeitos negativos da fragmentação e perda de habitat. Essa prática permite a conservação de espécies-chave, como Ocotea porosa, uma árvore nativa da Floresta com Araucária e extremamente ameaçada de extinção. Um ponto fundamental em projetos de restauração é a fonte de sementes bem como as diretrizes para a coleta. Quando realizada sob critérios técnicos, a coleta permite a manutenção da diversidade genética e potencial adaptativo nos plantios de restauração. Diante do exposto, o objetivo do presente estudo foi caracterizar aspectos da demografia, genética e fenologia reprodutiva de uma população de O. porosa, visando gerar informações para definição de áreas e critérios para a coleta de sementes. Foi instalada uma parcela de 16 hectares no munícipio de Passos Maia, Santa Catarina e realizado levantamento demográfico de árvores com Diâmetro à Altura do Peito (DAP) > 15 cm. Foram estimados índices de diversidade e de estrutura genética interna (EGI), utilizando-se marcadores isoenzimáticos. A fenologia reprodutiva de 67 indivíduos foi avaliada durante 8 meses. O fragmento estudado apresentou uma alta densidade de indivíduos (10,7 ind. ha-1), com uma distribuição diamétrica similar a normal. O padrão fenológico da espécie é sazonal regular e anual. A população avaliada apresentou uma alta diversidade genética, elevado índice de fixação, além de uma EGI significativa até 80 metros de distância. Conclui-se que o fragmento avaliado pode ser utilizado como área de coleta de sementes. O mesmo possui alta diversidade genética, densidade e tamanho de área suficiente para conter várias demes. Além disso, é altamente recomendado que as matrizes tenham no mínimo 80 metros de distância entre si, evitando os efeitos da EGI significativa.


Palavras-Chave: Floresta de Araucária; Restauração ecológica; Estrutura genética espacial

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Como Citar
Rodrigues, I. de C. A., Scussel, G. F., Bernardi, A., Thalmayr, P., Ferreira, J. M., de Carvalho, A. K. de S. S., Mantovani, A., dos Reis, M. S., & Montagna, T. (2023). AUTOECOLOGIA, DIVERSIDADE E ESTRUTURA GENÉTICA INTERNA DE Ocotea porosa (NEES & MART.) BARROSO: SUBSÍDIOS PARA A COLETA DE SEMENTES. Revista Árvore, 47, https://doi.org/10.1590/1806–908820230000030. Recuperado de https://revistaarvore.ufv.br/rarv/article/view/263572
Seção
Artigos Cientificos - Ambiência

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