Desempenho operacional de bitrem com e sem cubo reduzido no transporte de eucalipto na região sul do Brasil
DOI:
https://doi.org/10.53661/1806-9088202650264010Palavras-chave:
Transporte florestal rodoviário, Telemetria, Combinações veiculares, Pavimento asfálticoResumo
O transporte rodoviário florestal no Brasil apresenta desafios relacionados à diversidade de veículos e à variação das condições viárias, com diferentes proporções de estradas com revestimento asfáltico. Nesse contexto, a escolha do tipo de veículo é determinante para o desempenho operacional e os custos logísticos. Esta pesquisa objetivou avaliar o desempenho operacional de dois modelos de veículos tipo bitrem no transporte rodoviário florestal em diferentes cenários com revestimento asfáltico. O estudo foi conduzido a partir de dados de telemetria fornecidos por uma empresa logística do Paraná. Foram analisadas duas Combinações Veiculares de Carga (FVCs): bogie pesado (com cubo redutor) e bogie leve (sem cubo redutor), em relação a pavimentação com revestimento asfáltico: C1 (até 25%), C2 (25–50%), C3 (50–75%) e C4 (>75%). As variáveis avaliadas incluíram distância percorrida, tempo de viagem, velocidade média, peso líquido transportado e consumo de combustível, a partir das quais foram determinados indicadores de eficiência operacional, rendimento energético e capacidade produtiva. As análises estatísticas compreenderam testes univariados e multivariados (MANOVA e análise discriminante). Os resultados indicaram diferenças significativas entre os tipos de veículo e os cenários de pavimentação. O bogie pesado apresentou menor consumo de combustível (8–12% inferior) e maior rendimento energético em rotas com menor proporção de pavimento, enquanto o bogie leve obteve melhor desempenho em estradas mais pavimentadas, com menor tempo de viagem e maior velocidade média. A análise multivariada confirmou que a proporção de revestimento asfáltico é o principal fator que influencia a velocidade média e a eficiência energética. Conclui-se que os bitrens com bogie pesado são mais indicados para rotas com baixa pavimentação, enquanto os com bogie leve são mais adequados para rodovias predominantemente asfaltadas.
Palavras-chave: Transporte florestal rodoviário, Telemetria, Combinações veiculares, Pavimento asfáltico
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Revista Árvore

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Todos os autores concordaram com a submissão do trabalho à Revista Árvore e concederam a licença exclusiva para publicação do artigo. Os autores afirmam que se trata de um trabalho original, e que não foi publicado anteriormente em outros meios. O conteúdo científico e as opiniões expressas no artigo são de responsabilidade total dos autores e refletem sua opinião, não representando, necessariamente, as opiniões do corpo editorial da Revista Árvore ou da Sociedade de Investigações Florestais (SIF).

