Efetividade e custos de diferentes métodos de controle de plantas daninhas visando à restauração florestal
DOI:
https://doi.org/10.53661/1806-9088202650263937Palavras-chave:
Matocompetição, Recuperação, Área degradadaResumo
As plantas daninhas em projetos de restauração florestal podem representar obstáculos significativos ao desenvolvimento das mudas de espécies nativas, devido ao seu elevado potencial competitivo, comprometendo o sucesso dos projetos de recuperação. Neste contexto, o presente estudo teve como objetivo avaliar a eficácia de diferentes métodos de controle de plantas daninhas no entorno das mudas bem como os respectivos custos associados à manutenção de áreas em processo de restauração florestal. Foram testados seis métodos de controle: controle químico com uso do herbicida glifosato, coroamento manual, três formas de controle físico utilizando palhada, papelão e saco de fibra, além de um tratamento sem intervenção. O experimento foi conduzido em delineamento em blocos casualizados, com cinco blocos, utilizando-se as espécies nativas Peltophorum dubium e Guazuma ulmifolia. As variáveis analisadas incluíram altura total e diâmetro do coleto das mudas, aos 11 e 24 meses após o plantio, além dos custos de manutenção da área e a eficiência de controle de cada método. A ausência de controle de plantas daninhas impactou negativamente o desenvolvimento das espécies testadas, tanto em termos de altura quanto de diâmetro. Todos os métodos de controle mostraram-se eficazes no manejo das plantas daninhas, não havendo diferenças estatisticamente significativas entre os tratamentos para os incrementos em altura e diâmetro, aos 11 e 24 meses após o plantio. No que diz respeito aos custos de manutenção ao longo de 24 meses, para uma área de um hectare, o método de palhada apresentou o menor custo, com R$ 2.200,00, seguido pelo controle químico (R$ 2.304,75), coroamento manual (R$ 4.652,16), papelão tratado (R$ 6.489,80) e saco de fibra (R$ 14.434,80).
Palavras-chave: Matocompetição; Recuperação; Área degradada
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